Resposta direta: A modalidade turística parte de USD 150.000 e é direcionada ao desenvolvimento do setor turístico nacional. O MIC informa exigência de plano de negócios e acompanhamento técnico. Portanto, comprar informalmente uma unidade de hotel ou declarar intenção turística não basta: o projeto, o orçamento, a execução e a documentação precisam sustentar a CIE.

Por que o ticket menor não significa processo simples

A rota turística fica abaixo dos USD 200.000 exigidos para imóveis ou instrumentos financeiros, mas se aproxima da lógica de projeto. A autoridade quer identificar como o capital será aplicado em atividade turística, qual desenvolvimento será entregue e como a execução poderá ser acompanhada.

Hotéis, hospedagem, ecoturismo, gastronomia ligada ao destino ou infraestrutura podem parecer candidatos naturais, porém o enquadramento concreto deve ser confirmado antes do aporte. Marketing do vendedor não substitui a aceitação do SUACE.

Componentes de um plano defensável

  1. Descrição do projeto, localização e público-alvo.
  2. Estrutura jurídica, responsáveis e experiência do operador.
  3. Orçamento detalhado, cronograma de desembolso e fontes do capital.
  4. Projeções com premissas de ocupação, preço, sazonalidade e custos.
  5. Licenças, uso do solo, requisitos ambientais e registros setoriais.
  6. Indicadores que permitam acompanhamento técnico e comprovação da execução.

Investir em projeto próprio ou de terceiro

No projeto próprio, o investidor controla decisões, mas assume licenças, obra, equipe e operação. Em projeto de terceiro, deve entender qual direito econômico recebe, como o capital será protegido e quem responde se a execução atrasar. Em ambos os casos, contrato e estrutura precisam estar alinhados ao formulário turístico.

Cuidado com a palavra “garantido”: aprovação migratória, retorno financeiro, data de inauguração e recompra do ativo são riscos diferentes. Nenhum deve ser prometido apenas porque o projeto usa a marca Investor Pass.

Due diligence do projeto

FrenteVerificação mínima
Terreno/imóvelTitularidade, gravames, zoneamento e acesso
OperadorHistórico, contratos, demonstrações e conflitos
LicençasMunicipais, ambientais, construção e turismo
FinanceiroOrçamento, contingência, capital total e fluxo de caixa
CIEDocumentos e marcos de execução aceitos pelo SUACE
SaídaLiquidez, transferência, manutenção e consequências migratórias

Perfil adequado

A categoria pode servir a quem aceita risco empresarial ou de desenvolvimento e possui interesse genuíno no setor. Quem busca apenas preservar capital com baixa participação operacional deve comparar com a modalidade financeira ou imobiliária, lembrando que cada uma possui valor e restrições próprias.

O plano deve sobreviver mesmo sem o benefício migratório: um projeto economicamente fraco não se torna bom porque ajuda na residência. Avaliação técnica e jurídica independente é essencial antes da transferência.

Perguntas frequentes

A rota turística custa USD 150.000?

Esse é o investimento mínimo divulgado pelo MIC. Taxas migratórias, documentação, projeto e custos profissionais são adicionais.

Preciso de plano de negócios?

Sim. O MIC descreve plano de negócios e acompanhamento técnico para a modalidade turística.

Comprar um quarto de hotel garante a CIE?

Não. A estrutura concreta precisa ser aceita pelo SUACE e documentada como projeto turístico qualificante.

Fontes primárias

As condições podem mudar. Confirme sempre o formulário e o arancel vigente antes de protocolar ou transferir recursos.