Resposta direta: A modalidade turística parte de USD 150.000 e é direcionada ao desenvolvimento do setor turístico nacional. O MIC informa exigência de plano de negócios e acompanhamento técnico. Portanto, comprar informalmente uma unidade de hotel ou declarar intenção turística não basta: o projeto, o orçamento, a execução e a documentação precisam sustentar a CIE.
Por que o ticket menor não significa processo simples
A rota turística fica abaixo dos USD 200.000 exigidos para imóveis ou instrumentos financeiros, mas se aproxima da lógica de projeto. A autoridade quer identificar como o capital será aplicado em atividade turística, qual desenvolvimento será entregue e como a execução poderá ser acompanhada.
Hotéis, hospedagem, ecoturismo, gastronomia ligada ao destino ou infraestrutura podem parecer candidatos naturais, porém o enquadramento concreto deve ser confirmado antes do aporte. Marketing do vendedor não substitui a aceitação do SUACE.
Componentes de um plano defensável
- Descrição do projeto, localização e público-alvo.
- Estrutura jurídica, responsáveis e experiência do operador.
- Orçamento detalhado, cronograma de desembolso e fontes do capital.
- Projeções com premissas de ocupação, preço, sazonalidade e custos.
- Licenças, uso do solo, requisitos ambientais e registros setoriais.
- Indicadores que permitam acompanhamento técnico e comprovação da execução.
Investir em projeto próprio ou de terceiro
No projeto próprio, o investidor controla decisões, mas assume licenças, obra, equipe e operação. Em projeto de terceiro, deve entender qual direito econômico recebe, como o capital será protegido e quem responde se a execução atrasar. Em ambos os casos, contrato e estrutura precisam estar alinhados ao formulário turístico.
Cuidado com a palavra “garantido”: aprovação migratória, retorno financeiro, data de inauguração e recompra do ativo são riscos diferentes. Nenhum deve ser prometido apenas porque o projeto usa a marca Investor Pass.
Due diligence do projeto
| Frente | Verificação mínima |
|---|---|
| Terreno/imóvel | Titularidade, gravames, zoneamento e acesso |
| Operador | Histórico, contratos, demonstrações e conflitos |
| Licenças | Municipais, ambientais, construção e turismo |
| Financeiro | Orçamento, contingência, capital total e fluxo de caixa |
| CIE | Documentos e marcos de execução aceitos pelo SUACE |
| Saída | Liquidez, transferência, manutenção e consequências migratórias |
Perfil adequado
A categoria pode servir a quem aceita risco empresarial ou de desenvolvimento e possui interesse genuíno no setor. Quem busca apenas preservar capital com baixa participação operacional deve comparar com a modalidade financeira ou imobiliária, lembrando que cada uma possui valor e restrições próprias.
O plano deve sobreviver mesmo sem o benefício migratório: um projeto economicamente fraco não se torna bom porque ajuda na residência. Avaliação técnica e jurídica independente é essencial antes da transferência.
Perguntas frequentes
A rota turística custa USD 150.000?
Esse é o investimento mínimo divulgado pelo MIC. Taxas migratórias, documentação, projeto e custos profissionais são adicionais.
Preciso de plano de negócios?
Sim. O MIC descreve plano de negócios e acompanhamento técnico para a modalidade turística.
Comprar um quarto de hotel garante a CIE?
Não. A estrutura concreta precisa ser aceita pelo SUACE e documentada como projeto turístico qualificante.
Fontes primárias
As condições podem mudar. Confirme sempre o formulário e o arancel vigente antes de protocolar ou transferir recursos.